FISSURA LABIOPALATINA: REVISÃO DE LITERATURA
Resumo
As fissuras labiopalatinas são malformações congênitas resultantes da não fusão dos processos maxilares e palatinos, variando em grau de severidade, como fissuras pré-forame incisivo, transforame incisivo e pós-forame incisivo. Essas fissuras têm uma origem multifatorial e requerem uma abordagem multidisciplinar, uma vez que podem gerar uma série de complicações, afetando áreas como a fala, a nutrição, a audição, a estética, além de provocar alterações dentais e questões psicológicas. Sem o tratamento adequado, além de comprometer o desenvolvimento psicológico e físico dos indivíduos afetados, podem interferir na sua adaptação social. Este trabalho teve como objetivo relatar as principais causas dessa malformação, compreender seu desenvolvimento, avaliar a incidência, descrever o diagnóstico e as opções de tratamento das fissuras labiopalatinas, visando uma melhor reabilitação dos pacientes afetados. Os cirurgiões-dentistas têm papel fundamental no tratamento desses pacientes, desde o seu nascimento, podendo auxiliar na amamentação com a instalação de placas obturadoras, até a fase adulta, influenciando profundamente a qualidade de vida do paciente e a sua integração na sociedade. A saúde bucal deve ser monitorada, podendo apresentar necessidades ortodônticas especiais. A reabilitação das fissuras palatinas é um processo contínuo, que pode se estender por muitos anos, passando por várias etapas cirúrgicas, como para o fechamento da fenda do palato normalizando a alimentação e a fala. A atuação de uma equipe multiprofissional é de extrema importância para a reabilitação do paciente, como o fonoaudiólogo para a reabilitação da fala, e o apoio psicológico por causa da autoestima e aceitação social.
Descritores: Odontopediatria, Odontologia, Fissura labiopalatina.