AMELOGÊNESE IMPERFEITA: ASPECTOS CLÍNICOS E TRATAMENTO
Resumo
A amelogênese imperfeita (AI) é um distúrbio genético que compromete a formação do esmalte dentário, apresentando variadas manifestações, desde descolorações leves até a perda significativa de esmalte e sensibilidade dentária. Sua etiologia está relacionada a alterações genéticas que afetam a estrutura do esmalte, podendo ser transmitida de forma autossômica dominante, recessiva ou ligada ao cromossomo X. O diagnóstico envolve a análise da história familiar, exames clínicos e radiográficos, sendo desafiador devido à similaridade com outras anomalias dentárias. Classificadas em hipoplásica, hipomaturada , hipocalcificada ou hipoplásica-hipomaturada com taurodontia, as diferentes formas de AI exigem abordagens de tratamento diversificadas. O manejo da condição é dividido em três fases: prevenção, restauração e proservação. Na fase preventiva, destaca-se a importância da educação em higiene bucal e aplicação de flúor. A restauração pode ser realizada com resinas compostas, mas é importante ressaltar que, em alguns casos, como quando a adesão é comprometida, pode ser necessário utilizar outros materiais, como ionômeros de vidro, ou até mesmo recorrer a coroas e facetas. Isso garante uma adaptação mais adequada às necessidades do paciente, além de oferecem estética e funcionalidade. Deste modo, o tratamento deve ser adaptado às necessidades individuais dos pacientes, levando em conta fatores como idade e expectativas estéticas, com a colaboração entre diferentes especialidades odontológicas sendo essencial para alcançar resultados positivos e melhorar a qualidade de vida dos afetados. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre os aspectos clínicos e tratamento da amelogênese imperfeita.
Descritores: Amelogênese Imperfeita; Esmalte Dentário; Diagnóstico de amelogênese; Tratamento.