USO DE ENXERTO AUTÓGENO PARTICULADO NO TRATAMENTO DE FRATURA MANDIBULAR POR PROJÉTIL DE ARMA DE FOGO: RELATO DE CASO
Resumo
As fraturas mandibulares representam um dos principais desafios da cirurgia bucomaxilofacial, tanto pela complexidade anatômica quanto pelas implicações funcionais. Dentre suas causas, destacam-se os acidentes automobilísticos, a violência interpessoal e os ferimentos por projéteis de arma de fogo (PAF), estes últimos associados a traumas de alta energia e cominuição óssea. O manejo adequado depende da avaliação clínica minuciosa, exames de imagem e definição da conduta terapêutica mais apropriada, que pode variar de métodos conservadores a cirurgias reconstrutivas complexas. Entre as alternativas disponíveis, os enxertos ósseos autógenos se consolidaram como padrão-ouro na reparação de grandes defeitos, devido às suas propriedades de osteogênese, osteoindução e osteocondução. Este trabalho tem como objetivo relatar o caso clínico de um paciente de 36 anos, vítima de ferimento por PAF, atendido no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo – RJ. O paciente apresentava fratura bilateral cominutiva de mandíbula, tratada cirurgicamente por meio de fixação com placas do sistema 2.0 mm e 2.4 mm, associada ao preenchimento dos defeitos ósseos com enxerto autógeno particulado obtido da crista ilíaca anterior. O pós-operatório demonstrou adequada consolidação óssea, ausência de complicações e recuperação funcional satisfatória. Assim, o enxerto autógeno particulado mostrou-se uma técnica eficaz, segura e previsível no manejo de fraturas mandibulares complexas por PAF, permitindo a restauração estrutural e funcional da mandíbula e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do paciente.